segunda-feira

Sapato de mulher

Um sapato diz muito sobre uma pessoa.
Analisando os sapatos já entendi que algumas pessoas estão representando.
O sapato feminino tem um significado todo especial. Toda a mulher gosta de sapatos, algumas são mesmo viciadas. E conforme o sapato se pode ter uma noção da personalidade da dona. Ou mesmo apenas do humor da dona do sapato naquele dia em especial.
Sapato tem alma, tem ligações profundas com a feminilidade. Independente de condição social, e de gosto bom ou mau. Sapato de mulher fala por si.
Há sapatos de executiva, de caçadora, de menina-mulher, de trabalhadora, de cansada, de despretensiosa, de poderosa, enfim. Sapatos de todo o tipo que traduzem um mundo de sentimentos.
Um sapato diz muito. E quanto mais alto e fino o salto, mais ele tem a dizer...

Amor e Generosidade

Aquilo que você conhece por amor pode ser um sentimento diferente. Reconfortante, enlouquecerdor, mas nem sempre amor.
O amor é sentimento de lenta evolução. E o amor é generoso.
Onde não há generosidade e desapego não se pode falar em amor.
O amor é liberdade, individualidade. É o dar tudo em troca de nada. O querer ver o mundo nas mãos do ser amado. Enfim, generosidade.
Por isto o amor é o mais essencial dos sentimentos e o que mais machuca. Porque amar é um grande risco de se dar sem receber. E geralmente quem dá seu amor, quer amor em troca. Não há dois pesos, nem duas medidas. Ninguém pode ou deve viver de amar mais do que é amado.
Viver assim é não amar-se a si mesmo.
Se seu amor é generoso e não há generosidade em troca. Recue e começe outra vez.

domingo

A Mulher Grilo Falante

Você vive uma relação com alguém e a tudo dividem.
Mas os homens não costumam ser analíticos e antecipadores de problemas. Eles preferem contornar quando já aconteceram as coisas. Então você assume o papel de gerenciadora da vida familiar. As mulheres geralmente assumem este papel.
Inicialmente é bom. Sem que ninguém se de conta, você é a 'cabeça do casal'. Ele vai se sentir confortado, protegido, se orgulhar de você. Com o passar dos anos ele evolui com sua ajuda. A vida de casal muda. O status sócio-econômico talvez também mude.
E então um dia, você passa a ser uma chata. Você é o Grilo Falante. Sempre avisando, sempre 'reclamando', sempre tentando preservar do que não é nada, sempre vendo demais.
E você, a cabeça centrada, a brilhante, a estrela guia vai se tornando um incômodo. Sua falação, suas 'exigências', avisos, temores...tudo o que os levou em frente um dia; agora não passam de chateação.
O grilo falante não é mais nem um pouco interessante. É um entrave para os riscos que no início poderiam afetar a família; mas que depois de um tempo fazem falta ao homem. Não há desafio. Você proporciona segurança demais sempre prevendo e protegendo. E ele não quer mais proteção, quer se expor à vida e ter desafios. Ele agora é mais seguro de si.
Já não necessita de uma mulher grilo falante por perto. Você é dispensável e toda a família vê o por quê: você é uma chata que tolhe os voos e o viver intensamente. Ninguém mais precisa ser preservado. Ninguém mais vai precisar de você. A não ser algum filho adulto que não se encontra na vida. Esta é sua nova função. Seu amor agora é seguro de si e parte para o voo solo.
Você olha para o lado, o tempo passou, você se desgastou e está falando sozinha. Ninguém aguenta ouvir você...

Eva e o Conhecimento


No paraíso havia a maçã. O fruto proibido. O fruto do conhecimento.
Quem encontrou a maçã foi Eva. Adão não buscou a sabedoria. Eva buscou, abriu a visão do todo e foi condenada. Sim porque Adão é vítima de sua mulher e de uma cobra. Michelangelo representa a cena sendo o mal meio cobra meio mulher, ofertando o fruto.
As mulheres tem um conhecimento único, dado somente a elas. Um instinto, um sentido, o poder de antecipar, o foco. E não são reconhecidas ou admiradas por isto.
Mulheres são as que avisam e anteveem. São as cobradoras do não acontecido, são incômodas.
Eva tem um papel díficil a exercer ao longo destes milênios incultos e cegos de humanidade. Detentora de enorme poder, se martiriza e sofre. É a portadora do conhecimento incômodo acumulado por gerações de Evas. Como a elefoa matriarca da manada sempre sabe onde há água por instinto passado de uma geração à outra. Assim é Eva: a que sabe demais. Eva, a culpada de retirar o ser humano da ignorância bem vinda do paraíso raso.