
No paraíso havia a maçã. O fruto proibido. O fruto do conhecimento.
Quem encontrou a maçã foi Eva. Adão não buscou a sabedoria. Eva buscou, abriu a visão do todo e foi condenada. Sim porque Adão é vítima de sua mulher e de uma cobra. Michelangelo representa a cena sendo o mal meio cobra meio mulher, ofertando o fruto.
As mulheres tem um conhecimento único, dado somente a elas. Um instinto, um sentido, o poder de antecipar, o foco. E não são reconhecidas ou admiradas por isto.
Mulheres são as que avisam e anteveem. São as cobradoras do não acontecido, são incômodas.
Eva tem um papel díficil a exercer ao longo destes milênios incultos e cegos de humanidade. Detentora de enorme poder, se martiriza e sofre. É a portadora do conhecimento incômodo acumulado por gerações de Evas. Como a elefoa matriarca da manada sempre sabe onde há água por instinto passado de uma geração à outra. Assim é Eva: a que sabe demais. Eva, a culpada de retirar o ser humano da ignorância bem vinda do paraíso raso.
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