sexta-feira

Bloco de rua

To aqui acomodadíssima. Tá um frio antártico logo ali fora da janela. Uma delícia... 
Puta merda, tem gente que me liga e me instiga a "por o bloco na rua"...ahh, mas não mesmo. To no maior carnaval aqui...Cama deliciosa, musica ainda melhor. Um fogo crepitante na salamandra, o que me permite andar pela casa de camisola sem rumo. Isto, sem rumo.
Quem é que quer um rumo, se sentir parte do bloco?!!!
Tá, eu já quis. Não quero mais.
Hoje, quem quiser dançar comigo que se convide pra vir aqui. Se quiser dividir minhas cobertas, minha música e o foguinho...aí tem que saber rebolar. Oh yeah!
Tá uma noite fantástica. Gelada e silenciosa, bem ao meu gosto.
Lá pelas 3 da madrugada vou dar meu passeio noturno. Isso sim eu chamo de colocar o bloco na rua...Andar pelo jardim, olhar as estrelas. Sentir o ar penetrando na pele em forma de agulhas.
É, eu me desafio. Nunca faço o que esperam de mim.
Se é verão eu durmo...se tá frio eu levanto.
Se a música é lenta eu danço...se toca Ivete eu paraliso.
Quando amo rechaço...Se me amam não acredito.
Bebem vinho...eu gosto do meu sangue.
Se me ligam convidando pra sair até me agrada. Mas se me mandarem levantar a bunda, o bloco, dar as caras. Aí não vou.
Além de comodista e cheia de manhas eu sou do contra. Sou contra o gesto de me criticarem por ser assim...como assim? Eu sou o que sou e daí.
No final da conversa me perguntam se to mesmo sozinha.
Não, porque estaria?
Hoje to comigo...e isso já um bloco e tanto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário