
O tempo é para a mulher um senhorio cruel. E é também, o mais terno dos amantes.
Ele abranda, lapida, faz crescer.Mas o tempo não é um caso ao acaso. É o companheiro definitivo, não aceita negativas e fugas.
Ele, sôfrego que é, não nos permite deleitar com a beleza, o frescor e a ingenuidade. Sempre quer correr...e corre.
Este senhorio sempre quer receitas. Cobra, instiga, acusa...
O tempo se impõe e se sobrepõe às mulheres.
Mas de boas uvas que somos feitas - raposinhas experientes - usamos nosso amante e algóz a nosso favor.Já que com ele, também temos mais cores, mais sabores e mais amores...e até perdão para uma certa acidez.
Sim, que senhor e amante me é o tempo...
E eu lânguida e seduzida me deixo envolver;
feliz cortesã que conhece o preço e a medida, dessa luxúria fugaz que é viver.
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