A mulher esqueleto ganha novas formas e se permite ganhar um novo olhar sobre si mesma. Sombra e risos se alongam e fazem surgir carnes onde houvera morte.
Boa morte que permite nos despojar de carnes velhas por onde a seiva já não circula. E graças a ela, pode-se ver surgir a cada toque partes íntegras...pedacinhos flamejantes de empolgação que vão cobrindo, recapando, uniformizando aquele ser.
Então a mulher esqueleto ajoelha-se nua e forte e clama pelo companheiro de jornada. Porque um novo ciclo começou e está em tempo de correr. Assism, na noite, ela corre, e corre...pés descalços, fogo no olhar. Não corre só...
Se deixa entrelaçar por novas histórias, também por visões e até um certo orvalho no riso da manhã. Já não há mais medo de morrer e esperar nas profundezas até que um pescador sem medo a traga à tona, lhe sopre vida e convide a correr. Livre novamente...
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