domingo

HORA NUA

Como acontece a cada dia, a noite veio a passos largos até mim.

E me pego como sempre reflexiva.

Eu posso gostar das horas nuas. Mas eu não combino com emoções despidas.

Eu preciso de vestes para viver...preciso de calor, de textura, de cheiro.

Se eu preciso de profundidade, porquê olhar para a superfície?

Se eu gosto de força, porquê estou me deixando tocar pela fragilidade?

Se eu preciso de palavras, porquê estou ouvindo este silêncio?

Não vou poder compactuar apenas parte de mim...

Não posso me romper, me rasgar, em nome de algo tão pequeno como o que temos...

Eu já tenho forma e necessidades, e ambas são imperiosas.

Eu não vou suportar a banalidade...

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