Hoje voltei pra casa feliz. Feliz por ter feito parte de um Sabbath... Ah, não pense em fogueiras ou festivais. A reunião foi aniversário de uma dessas mulheres que florescidas, nasceram invernais. Uma mulher... não qualquer mulher. Uma mulher do meu clã. Sim porque eu não tenho família, eu tenho clã. Morar na mesma palhoça nem pensar, mas experimente erguer a voz ao se aproximar.
As minhas mulheres, mulheres que amo, são umas onças, são lobas, são bobas... são cada uma, porte de rainha e inteligência científica. Maduras ou jovens... de raiz ou agregadas. Todas são mulher-árvore e em formato de raiz de Pereira deixam na vida pegadas.
Sou crítica e analítica, mas não vou ser humilde aqui. Essas mulheres são lindas... cada uma de um tom, um estilo. Dá pra vislumbrar nas diferentes linhas, as sombras do tanto em comum. Sorrisos, pernas, cabelos... coragem, fulgor...todas reservadas e tão cheias de um espírito tempestuoso de amor. Amores característicos. Míticos. Femininos e matriarcais.
Não me lembram açúcar e sim melado, algo que adoça e se mantém encorpado. Não são bambu, porque não vergam nem a sós nem juntas; são carvalho, raras, nobres, fortes. Independentes, mas ok, conte com elas... Se uma precisa de colo nada de muita lamúria, o funcionamento do correio garante uma muralha de carinho e fúria.
Herdeiras de Augusta princesa transformada em amazona e de Octávio o amor caído em batalha. Um quarteto, unidade fracionada que guarda cada uma em si o mesmo lar. Trabalhadoras...mães...avós...irmãs...amigas...
Pode-se vê-las aos pares, trios ou mesmo em um enorme bando. Clã por inteiro, cheio de amores complementares raízes que se estendem e entrelaçam. Abraçam quem chega... depois revisada a segurança, é claro. E que delícia o respeito ao espaço alheio sem perder o gosto pelo comunitário.
Não, nunca conheci fraternidade igual a esta de que faço parte. Poderosas mulheres “augustas” que detém o segredo de andar de mãos dadas e fazer de cada encontro, uma arte.
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