quinta-feira

O TEMPO DO CÉU


Nós homens que nos erguemos um dia e passamos a andar eretos sobre esta terra, fomos quem criou o conceito de ontem, hoje e amanhã...o que passou, o agora, o que virá. Conceito abstrato que nos arrasta ao derradeiro fim instigados por empreender o máximo num mínimo de tempo.
Já erguidos e podendo olhar os céus há tantos milênios deveríamos analisar mais as estrelas e conhecer a lição.
As estrelas que você pode ver agora, se tiver um tempo e voltar seus olhos para o firmamento, estas estrelas não estão mais lá. O que você vê lá em cima, luzindo e embelezando o manto negro é apenas o passado. As estrelas estão, na verdade, há milhares ou milhões de anos-luz daqui. Quando sua imagem nos chega, chega de um passado longínquo. São elementos refulgentes que ou não estão no mesmo lugar ou incandesceram, extinguiram-se.
Então se olhamos para cima, o que vemos é o passado. O que não existe mais. O que não está mais lá. E as imagens referentes ao nosso tempo chegarão aqui quando já não pudermos vê-las...
Sob nossas cabeças o passado e não temos acesso ao futuro. Pense então, além do âmbito estelar. A fórmula é a mesma, carregamos o ontem e não temos noção do amanhã. Parece mesmo que resta o agora. E como não se pode andar olhando para o alto, é bom se concentrar no hoje.
Não pense que eu bebi, fumei um baseado ou algo assim...é apenas a ciência servindo para dar formula ao bem viver. O que foi, está há anos-luz...o futuro você pode não poder enxergar. Vire-se com o agora e faça bom uso dele.
Quando ficar olhando o céu em busca de respostas lembre-se que as respostas não podem estar no passado. Abandone o firmamento, erga-se e ande.


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