
Coisa difícil é conseguir ser autêntico sem passar por antigo ou excêntrico.
Duvido que alguém possa passar pela vida sem o saudosismo inerente ao tempo e às coisas que se foram ou ficaram.
Eu, por exemplo, sou de 71... o que significa ser do século passado. Tem gente muito mais entrada no século passado que prefere tudo o que for do século XXI.
Aí que me refiro ao poder da autenticidade e de não justificar seu gosto... bom ou mau gosto.
Vou começar citando veículos. Por que eu preferiria uma Ninjia a uma Harley?
Quem me convence a não ter vontade de voar por aí num Buick com 70 bons anos vividos a gostar de andar no New Civic. Porque será que eu preferia os antigos aviões da Varig aos modernos kinder ovo em que vôo hoje. Jeep verde militar a um Troller amarelo gema.
E daí eu vou adiante... quem vai me obrigar a gostar de um felino pintado por Romero Britto depois de ver um felino pintado por Alma Tadema.
Flan com calda de morango ao invés de Bavaroise. Abacaxi do mercado público de Sampa à Petit Gateau... simplicidade aqui ? Nada, bom e velho gosto. Ta, com uma pitada de forçassão de barra.
Até colocaria o Roy dos Menudos contra o Justin Bieber... vai falar em charme agora???
Tênis Reebok botinha de couro marrom à Reebok botinha amarelo e pink.
E a calça boca de sino, qual a explicação pra insistência dela? Não seria uma questão de estilo?
Cromado contra plástico, ferro fundido contra alumínio, madeira de lei contra MDF... só pra falar em materiais.
Não me venham com modernidade, atualização ou outras filosofias. Eu gosto mesmo do que é velho. Não me chamem de "Vintage".
Gosto até de batucar numa máquina de escrever, coisa que não poderia usar pra fazer chegar esta postagem até você...
A modernidade é algo grande. Mas grandiosa mesmo é a antiguidade. Simples equação entre bom gosto e autenticidade.
A modernidade é algo grande. Mas grandiosa mesmo é a antiguidade. Simples equação entre bom gosto e autenticidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário