Acho que as palavras queda, cair e decadência, nos acompanham desde tempos imemoriais. Desde quando as lendas não era lendas e Ícaro tentava alcançar o sol com suas asas de cera.
Anjos caem do céu ao abismo, patriarcas da humanidade caem do paraíso, torres caem, cidades caem, reis caem, governos caem, estrelas caem...
E como bem diz o ditado, "tudo o que sobe, desce"...
Somos movidos pelo impulso de chegar ao topo. Vivemos querendo o tudo, nunca o tão pouco. Assim subimos e subimos, besourinhos rolando idéias estercadas montanha da vida acima. Subir está no nosso âmago, no nosso DNA. Estudamos, trabalhamos, desbravamos, inventamos, conquistamos.
E então vem o depois. E o depois não está contido nas palavras relaxar, curtir, usufruir. Porque nunca estamos no topo da montanha. É uma idéia utópica a da conquista do tudo.
Não se alcança, não se vence, não se tem...nunca se chega ao final.
Mas por quê a queda, por quê a decadência? Digo a você que mais difícil que galgar uma escada ou uma montanha é permanecer no topo. Nunca ninguém conseguiu...nem deuses, nem reis, nem super humanos. Nunca nos mantivemos no topo por tempo suficiente.
Mas como besouros com instintos pavlovianos, somos treinados a chegar no sopé e voltar a subir. Fazendo enorme esforço, lutando contra ventos, cansaço, opositores...lutando contra o tempo que nos corrói as entranhas da alma.
Nos inclinamos para o alto, protegemos os olhos e nos lançamos. Quantas vezes for preciso por toda a existência.
A história da humanidade é a história das quedas. A história de cada homem é, invariavelmente, uma história de superação.
Todos caímos, despencamos...sempre e a cada dia...e apenas um dia para sempre.
Excelente. Os homens lutam contra si mesmos. Isso não acrescenta nada a ele. Por isso a queda é eminente! Mas persistencia é uma virtude.
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